segunda-feira, 5 de maio de 2014

Retomada

Faz um ano e sete meses que ela se foi.
Tá na hora de retomar o blog.
O farei em breve.
Assim que a inspiração chegar.
Estou pronta.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Adorava o mês de setembro. Agora, não mais.
Ele chegou e, pouco antes de terminar, levou mammina embora pra sempre.
Deixou sem chão cinco filhos.
Ah, Dona Santa.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Nostalgia

Hoje to com saudades do que não aconteceu.
Nessa "nostalgia canalha" - alguém conhece essa musica italiana? - repriso meu post de 18/6/2010 porque hoje Paul faz 70 anos e completam-se dois da morte de Saramago.
Associando
Costa do Marfim, que me lembra
Marfim, que me lembra 
Ivory, que me lembra
Ebony and Ivory, que me lembra
Paul McCartney, que me lembra
18 de Junho, que me lembra
Saramago morreu.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Familia margarina *

Ter filhos pra ocupar o carrão. Ter filhos pra poder vestí-los com as melhores roupas. Ter filhos pra exibir uma bela barriga de grávida. Ter filhos pra poder encomendar o carrinho de bebê em Miami. Ter filhos pra sair bem na foto. Ter filhos pra estampar a carinha deles no Facebook e anunciar ao mundo que eles são amados. Ter filhos pra ter. Porque a vida é ter.

Deus, salve essas pobres crianças. E pare o mundo que eu quero descer!

*Inspirada no bate-papo filosófico com Rosely Sayão, na TV Cultura, noite de 11/3/2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ela voltou!

Pois é, como anunciei há pouco em rede social, aquela uma hora que me havia sido roubada em outubro foi-me devolvida. O delegado de plantão disse que achar de volta o que foi roubado, nos dias de hoje, é como achar agulha em palheiro. Pouca gente sabe o que é isso: agulha virou coisa de vovozinha e ninguém sabe o que é um monte de palha.
Fui verificar se, passado tanto tempo, aqueles 60 minutos estavam intactos. Aparentemente nada sofreram. Mas, gente, quando sumiram, naquele fatídico outubro, me deixaram com preguiça e sonolência. Espero voltar a acordar lépida, como sói acontecer.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Berlim


Confirmei o que era apenas uma impressão. Te amarei para sempre. Amor de algum lugar do passado, agora concreto. Reluz como o anjo da vitória. Cidade dos anjos. Berlim, hoje e sempre!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Menos é mais *

Li há tempos atrás que "Menos é Mais" era nome de movimento que começava a surgir na Europa e América em favor do consumo responsável. Não li mais nada sobre, mas achei o nome perfeito para o que busco aplicar em minha vida. E me surpreendo com reações de espanto que causo até em algumas pessoas muito queridas, que não se conformam quando vc, tendo condições financeiras, não compra uma TV LCD ou um carro de padrão mais elevado.

Não consigo me encaixar no tal padrão que impõe que mulher tem que ser louca por bolsas e sapatos. Causo inveja quando digo que meu marido tem que insistir muito pra me presentear. Outro dia chegou com um par de tênis novos pra mim. Agradeci, que não sou mal-educada, mas não consigo entender a razão de usar modelos diversos pras caminhadas. E trocar a bolsa dá um trabalho!

Não sei se a formação política marxista-leninista me fez ser chegada a um uniforme, não usar maquiagem, ser alérgica a bijuterias e a detestar (pra mim) visuais amados pelas chamadas peruas ou piriguetes. Nada contra.

Não sei se as dificuldades financeiras da adolescência marcaram tanto assim.

Só sei, do pouco que acho que sei, que, nos dias de hoje, até em nome da salvação do planeta, menos É mais! Vamos tentar ser menos seduzidos pela propaganda subliminar que insiste que "uma comprinha cura uma depressãozinha". Ou por aquela máxima da consumista: "Eu mereço me presentear".

Também não tema: o mercado não irá sucumbir nem o capitalismo acabar se vc se controlar um pouquinho e pensar que o prazer de um bom filme ou de conhecer uma nova cidade é mais duradouro que o frisson que a vigésima primeira sandália com salto de cordas te causou.

Não bastassem convicções tão sedimentadas dentro de mim, observo a infelicidade de novos ricos, sorrisos forçados, que não duram mais que algumas horas, estampados em fotos exibicionistas no Facebook, vestindo brilhos em si e em seus filhos. Brilho que há muito sumiu de seus olhos.

* Me inspiraram sábias colocações de defesa ambiental do defensor público Wagner De La Torre e artigo de Adriana Setti, na Época, a respeito do comportamento da classe média alta em relação aos supérfluos.