segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Sem tradução

Dia da Saudade? Tô fora. Como restringir a uma data essa coisa que nos invade, sem dó nem piedade, e que, dizem, é um termo só existente na língua portuguesa? Não acredito que em outros idiomas não se tenha tentado explicar esse misto de dor física e mental que nos assola ao lembrar de alguém que não está mais presente , pelo menos fisicamente. Ou quando vem aquela lembrança de um momento que foi tão bom mas que não pode mais se repetir, pelo menos neste nosso plano. 
Me poupem dessas datas que tentam traduzir "o que não tem mais jeito, nem nunca terá". E que bate lá no fundo, produzindo em mim o mesmo que sinto ao ouvir O Que Será/À Flor da Pele, de Chico.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Retomada

Faz um ano e sete meses que ela se foi.
Tá na hora de retomar o blog.
O farei em breve.
Assim que a inspiração chegar.
Estou pronta.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Adorava o mês de setembro. Agora, não mais.
Ele chegou e, pouco antes de terminar, levou mammina embora pra sempre.
Deixou sem chão cinco filhos.
Ah, Dona Santa.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Nostalgia

Hoje to com saudades do que não aconteceu.
Nessa "nostalgia canalha" - alguém conhece essa musica italiana? - repriso meu post de 18/6/2010 porque hoje Paul faz 70 anos e completam-se dois da morte de Saramago.
Associando
Costa do Marfim, que me lembra
Marfim, que me lembra 
Ivory, que me lembra
Ebony and Ivory, que me lembra
Paul McCartney, que me lembra
18 de Junho, que me lembra
Saramago morreu.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Familia margarina *

Ter filhos pra ocupar o carrão. Ter filhos pra poder vestí-los com as melhores roupas. Ter filhos pra exibir uma bela barriga de grávida. Ter filhos pra poder encomendar o carrinho de bebê em Miami. Ter filhos pra sair bem na foto. Ter filhos pra estampar a carinha deles no Facebook e anunciar ao mundo que eles são amados. Ter filhos pra ter. Porque a vida é ter.

Deus, salve essas pobres crianças. E pare o mundo que eu quero descer!

*Inspirada no bate-papo filosófico com Rosely Sayão, na TV Cultura, noite de 11/3/2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ela voltou!

Pois é, como anunciei há pouco em rede social, aquela uma hora que me havia sido roubada em outubro foi-me devolvida. O delegado de plantão disse que achar de volta o que foi roubado, nos dias de hoje, é como achar agulha em palheiro. Pouca gente sabe o que é isso: agulha virou coisa de vovozinha e ninguém sabe o que é um monte de palha.
Fui verificar se, passado tanto tempo, aqueles 60 minutos estavam intactos. Aparentemente nada sofreram. Mas, gente, quando sumiram, naquele fatídico outubro, me deixaram com preguiça e sonolência. Espero voltar a acordar lépida, como sói acontecer.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Berlim


Confirmei o que era apenas uma impressão. Te amarei para sempre. Amor de algum lugar do passado, agora concreto. Reluz como o anjo da vitória. Cidade dos anjos. Berlim, hoje e sempre!